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Verificação

Fontes

Que materiais sustentam cada verbete, como checamos significado e origem, e o que fazemos quando a etimologia é apenas hipótese.

Que tipo de fonte usamos

Cada verbete é montado a partir de três camadas de material. A primeira é lexicográfica: dicionários monolíngues do idioma de origem, que dizem como a palavra é usada por quem a usa de verdade, em vez de como ela é traduzida. A segunda é etimológica: dicionários históricos e trabalhos acadêmicos sobre a formação das palavras. A terceira é de uso: textos, legendas, matérias jornalísticas e registros orais que mostram a palavra em circulação.

Quando as três camadas divergem, a ficha registra a divergência. É comum que um dicionário traga uma definição mais estreita do que o uso corrente, e essa diferença costuma ser a parte mais interessante do verbete.

Referências recorrentes

Para o português, trabalhamos com dicionários de referência brasileiros e portugueses, com o vocabulário ortográfico oficial e com dicionários etimológicos consagrados da língua. Para o latim e o grego, com léxicos clássicos e dicionários etimológicos de referência. Para o inglês e para etimologias indo-europeias, com dicionários históricos e bases de dados acadêmicas de reconstrução.

Para idiomas com pouca documentação lexicográfica acessível, como rukwangali, yagan e rapanui, a base é a literatura descritiva produzida por linguistas de campo e, quando existe, material publicado por instituições das próprias comunidades falantes. Nesses casos a ficha é mais cautelosa e indica o limite do que se pode afirmar.

Como verificamos

Nenhuma palavra entra no acervo com fonte única. O mínimo são duas fontes independentes que confirmem o sentido e, para etimologia, uma fonte especializada. Definições encontradas apenas em listas de curiosidades, imagens de redes sociais ou sites que copiam uns aos outros não contam como fonte.

Também checamos a atribuição de idioma, que é o erro mais comum nesse tipo de conteúdo. Palavras frequentemente atribuídas ao inuíte, ao japonês ou a línguas indígenas americanas circulam há décadas com origem trocada, e corrigir isso é parte do trabalho.

Quando a origem é duvidosa

Etimologia trabalha com hipóteses, não com certezas absolutas. Por isso adotamos uma regra simples de escrita: se a explicação é aceita pela maioria dos especialistas, ela é apresentada como a origem; se é uma entre várias hipóteses, aparece como hipótese; se é folclore popular sem sustentação, é identificada como folclore, mesmo quando é a versão mais repetida.

Um exemplo está na ficha de lagom, cuja origem viking é charmosa e falsa, e outro na de ok, que acumula meia dúzia de explicações concorrentes.

Conteúdo original e citações

Os textos das fichas são escritos para este acervo. Não reproduzimos definições de dicionários palavra por palavra: consultar uma fonte para entender o sentido é diferente de copiar a redação dela. Exemplos de uso em idioma estrangeiro são frases curtas, construídas ou adaptadas para ilustrar o funcionamento da palavra.

Se você identificar algum trecho que pareça reprodução indevida de material protegido, avise pela página de contato que verificamos e corrigimos.